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26/09/2015

O Barão do Rio Branco por seus Contemporâneos, por Iba Mendes (Organização)

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Rui Barbosa
(1849 —1923)
Jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador

De Rio Branco, o papel político é todo internacional. Foi o último benfeitor das nossas fronteiras.

Não direi, como se tem dito, que nos dilatou o território. Não. Os grandes méritos de outras coisas não precisam que da verdade. Só ela, no tribunal da posteridade, resiste ao juízo final.

Thiers, obtendo a desocupação do solo de França, pelos alemães, não aumentou o território francês: restabeleceu-o. Foi seu libertador. Rio Branco alcançando o reconhecimento do nosso direito à região que o estrangeiro nos disputou, não alargou as nossas divisas: restaurou-as.

A sua obra não foi de ampliação, mas de retificação, de restituição, de consagração. Mas nem por isso é menor.

O território brasileiro não se poderia acrescentar senão pelo dinheiro ou pela força.
Pelo dinheiro era compra, e não glória. Pela força, não seria glória, mas crime.

Para sermos bons irmãos, entre os nossos vizinhos, cumpre assentar, em causa julgada, que o Brasil nunca teve cobiças nem perpetrou expansões territoriais.

Invejável destino o desse nosso conterrâneo em sua realidade, projetando o seu vulto sobre os extremos do país, espécie de nume tutelar, como deus Termeiro da nossa integridade nacional!!

19/09/2015

Utopia fantasmagórica: Versos de um Poeteiro (Poesia), de Iba Mendes


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Poeteiro

Não sou poeta das musas
nem faço versos alexandrinos.
No meu desarranjo de poeteiro:
canto o amor sexagenário,
o amor das viúvas desvalidas
e dos pés-rapados.

Não sou poeta dos românticos
nem imito o Lord Byron.
No meu desvario de poeteiro:
exalto a fala cansada dos velhos,
a filosofia dos bêbados
e o rosto feio no espelho.

Não sou poeta das odes enfeitadas
nem sigo a métrica do Parnaso.
No meu devaneio de poeteiro:
fujo da gramática cadavérica
e de suas múmias embalsamadas.
São Paulo, 2014.

09/08/2015

Em poucas Palavras, de Iba Mendes

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ÍNDICE


Angústia – Graciliano Ramos
Dom Casmurro – Machado de Assis
Veranico de janeiro – Bernardo Élis
Caiu o Ministério – França Júnior
I - Juca Pirama – Gonçalves Dias
Jubiabá – Jorge Amado
Sagarana – Guimarães Rosa
São Bernardo – Graciliano Ramos
As duas juízas – Machado de Assis
Picolépolis – Rubem Alves
Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda – Antônio Vieira
Terra de Pecado – José Saramago
Um Sonho – Eugênio de Castro
A morte do Lidador – Alexandre Herculano
A Questão Coimbrã
A ética no Talmud
Ferenheim – Shmuel Yosef Agnon
Sr. Máni – A. B. Yehoshua
As mortes de meu pai – Yehuda Amihai
Meu Michel – Amos Oz
Kadish por uma criança não nascida – Imre Kertész
Ver: Amor – David Grossman
Do amor e outros demônios – Gabriel García Márquez
Frankenstein – Mary Shelley
As alegres senhoras de Windsor – William Shakespeare
Darwin e o Darwinismo – Denis Buican
Darwiniana:  A Origem das Espécies em debate – Thomas Huxley
Darwin e Kadec, um diálogo possível – Hebe Laghi de Souza
O Anjo de Darwin – John Cornwell
A expressão das emoções no homem e nos animais – Charles Darwin
O darwinismo ou o fim de um mito – Rémy Chauvin
Manual do Inquisidor – Nicolau Eymerich
As traduções da Bíblia para o português





05/04/2015

Bibliologista: a Literatura através dos tempos (Crítica literária histórica), organizado por Iba Mendes

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Elogio de Castro Alves


Eis a obra de Castro Alves, senhores; e a sua obra é a sua vida. A mão da morte apagou-o dentre nós; mas a glória restituiu-o ao horizonte como a estrela da manhã para o cativeiro.
Doa, como doer aos dissecadores de gênios, o nome dele há de ligar-se indelevelmente a uma das fases mais decisivas da história nacional, e a sua poesia é bela dessa beleza indefinível, ante a qual a alma não enumera, não esquadrinha, não argumenta: comove-se, quando não ajoelha. É bella, perchê é bella.
Na graça e na cólera os seus versos lampejam frequentemente com alguma coisa de Ésquilo e Dante; com Shakespeare, o grande mergulhador do coração humano, creríamos que foi buscar alguma vez para a sua obra pérolas e monstros desse pego; compete não raro com Hugo na magnificência oriental do colorido; e, quando chora, que alma sensível não murmurará conosco:
Também sabes chorar, como Eloá!
Já vos disse, senhores: crítico não sou, nem tive em mira uma crítica. Exprimo emoções. Não quero outro comentário, nem outra consagração para o nosso poeta. Exprimo emoções; e a vossa me basta: ela me justifica, e atesta a minha fidelidade.
Agora, a justificação do decenário está em que esse sentimento vosso não se circunscreve a este recinto: retreme, como em vós, no coração do país. Senão, ouçam o seu eco na capital do Império. É que Castro Alves escreveu o poema da nossa grande questão social e da profunda aspiração nacional que a tem de resolver.
Pulsa a liberdade até nas suas canções de amor. É como se ela fosse para o bardo o que, nas primitivas crenças da Hélade, era Zeus – a natureza e a vida universal: “Zeus é o ar, Zeus é o céu, Zeus é a terra, Zeus é tudo quanto possa haver acima de tudo”. Ele sentiu, porém, que a liberdade de uma raça fundada na servidão de outra é a mais atroz das mentiras; percebeu que a história da nossa emancipação nacional estava incompleta sem a emancipação do trabalho, base de toda a nacionalidade; e fez da conjuração de Minas o berço, não só da nossa independência, como da libertação futura das gerações condenadas ao cativeiro pela política dos nossos colonizadores e pelos interesses dos traficantes. “Não mais escravos! não mais senhores. Liberdade a todos os braços, liberdade a todas as cabeças!”: é o brado que reboa da alma flamejante de Gonzaga; é a nota perene de toda a obra poética e dramática de Castro Alves.
Ora, o elemento servil é o cunho negro de toda a nossa história, e a extinção do elemento servil será a fímbria luminosa de todo o nosso futuro. A ignomínia que barbariza e desumana o escravo, conspurca a família livre, escandaliza no lar doméstico a pureza das virgens e a castidade das mães; perverte irreparavelmente a educação de nossos filhos; atrofia a nossa riqueza; explica todos os defeitos do caráter nacional, toda a indolência do nosso progresso, todas as lepras da nossa política, todas as decepções das nossas reformas, todas as sombras do nosso horizonte. O abolicionismo é a expressão da mais inflexível das necessidades sociais. Quando a uma lei destas chega o momento providencial da sua verificação, a linguagem dos que condenam como incendiária a propaganda precursora lembra a insânia do persa açoitando o Helesponto. “Ó tu, água amara”, clamavam os flageladores, “eis o castigo que nosso amo te impõe. Há de atravessar-te el-rei Xerxes, queiras, ou não. Com razão ninguém te oferece sacrifícios, falso mar! pois não és mais que um pérfido rio d’água salgada”. O mar que engolira as mil e duzentas trirremes da esquadra subjugadora, ria, na sua espuma, dos fustigadores impotentes, e Heródoto reproduz-nos as apóstrofes do velho monarca oriental, indignado contra o filho, sacrílego insultador da divindade marinha. “Esperava ele, mortal, levar de vencida todos os deuses?” O acesso de pueril loucura desaparecia, para não deixar ver aos olhos do crente senão a impiedade profanadora. Mas os deuses universais hoje são as leis que regem irresistivelmente o mundo, e cuja fatalidade esmagadora não perdoa à ímpia inépcia dos violadores da ordem eterna.
Desses, felizmente, entre nós, se ainda existem, são átomos perdidos no seio da civilização brasileira: cumpre consigná-lo, não aqui, onde ninguém o ignora, mas ante o mundo, em cuja opinião errôneas apreciações e falsas notícias podem ir-nos fazendo passar como um povo ainda não convencido da ilegitimidade da escravidão e da urgência de aboli-la. Cumpre afirmá-lo ante o mundo, aonde a minha voz não pode chegar, mas a vossa chegará certamente. Diga então ela por toda a parte a verdade: diga que o Brasil não sente menos do que a Europa a perversidade e a indignidade desta instituição; que ele vê empenhada na solução deste problema a fibra mais vital do seu ponto de honra.
É um estigma que lidamos suprimir, e a cujo contacto as faces desta nação, tão generosa quanto possa ser o velho mundo, purpureiam-se desse rubor sombrio que, no Paraíso da Divina Comédia, afogueava de indignação e vergonha a face do céu.
Eis o que eleva Castro Alves à altura de um poeta nacional, e bastante eminente para representar uma grande manifestação da pátria: é que a alma da sua poesia é a aspiração culminante do país. Nos seus cantos geme pela liberdade o passado, pugna o presente, e triunfa o porvir.
Desse porvir pelas perspectivas infinitas é grato aos homens de fé estender olhos ansiosos. Elas encerram inspirações inexauríveis, como a grande arte da antiguidade, em que a obra prima de Fídias, o templo de Atené, tocando o limite do gênio humano, parece ter deixado à posteridade a profecia divina da civilização. A investigação artística, fundando-se no hino homérico, buscou recompor na frontaria oriental do Parténon, gasta pelo perpassar de mais de vinte séculos e profanada pelo barbarismo cristão, a epopéia, viva no mármore, no oiro e no marfim, do mestre dos mestres: o nascimento da deusa que presidia aos destinos e representava o gênio de Atenas. Segundo a mais plausível das suas interpretações, o sublime poema de pedra exprimia “a emoção causada pelo nascimento de Minerva nas três regiões do mundo: o Olimpo, a terra e o mar. É a iniciação de uma nova ordem de coisas, traduzida de um modo simbólico e plástico ao mesmo tempo. A deusa da civilização ateniense, pura filha do espírito, surde imprevistamente entre as antigas divindades, a que vinha suceder. Conjetura-se escolhido pelo artista o momento em que, depostas por ela as armas, a admiração pela sua beleza seguiu-se entre os olímpios ao terror produzido pela sua inesperada presença. Íris e a Vitória anunciam às duas regiões inferiores a aparição de Minerva. A mensagem de Íris era benévola, e figura atrair para a deusa o grupo das divindades telúricas, numes da paz e da ordem social, benfazejas e civilizadoras. Esse grupo denotava alar-se para o sol, que se levantava no horizonte, esparzindo luz: ele significava o que vinha. Diversa era a mensagem da Vitória, endereçada às divindades marinhas, símbolos das paixões tumultuosas, brutais, ou lascivas, num estado social inconsistente. Lá se vão elas fugitivas, expelidas pela presença da filha de Júpiter, com a lua que baixa do céu para sob o horizonte, levando consigo os pérfidos prazeres e os usos supersticiosos da era bárbara.” Para mim, senhores, eis a alegoria épica da lenta evolução da nossa espécie. Esse disco de baça claridade e reflexos sangrentos, que pouco a pouco se vai recolhendo para o ocidente, sob o manto da vitória, é a tradição da conquista, da violência e da escravidão, enquanto Atené, a personificação da ciência e da arte, da humanidade e da paz, ergue-se no oriente, entornando ao longe, por toda a parte, a benevolência, o espírito e a liberdade entre os homens.
Felizes, abençoados e grandes os que, como Castro Alves, podem ser um dos raios dessa alvorada!

RUI BARBOSA (Discurso)
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Índice deste Volume

  • Graça aranha a procura da terra prometida o drama e a filosofia do autor de "Canaã" (Por: Isaac Goldberg)
  • Crônicas de Malazarte (Por: Mário de Andrade)
  • Graça Aranha! (Por: augusto Frederico Schmidt)
  • Elogio de Castro Alves (Por: Rui Barbosa)
  • Ideias de 1922 (Por: Guilherme de Almeida)
  • Um poeta: Cassiano Ricardo — “Martim Cererê”
  • Como me tornei escritor brasileiro (Por: José Américo de Almeida)
  • Oswald de Andrade: a estrela de absinto
  • Ribeiro Couto: a cidade do vício e da graça (vagabundagem pelo Rio noturno) — (Por: Sérgio Buarque de Holanda)
  • Guilherme de Almeida — “A frauta que eu perdi” — (Por: Prudente de Moraes, Neto)
  • Uma viagem musical de Mário de Andrade
  • A nova poesia brasileira conferência de Renato Almeida, da a. B. E.
  • A vida anedótica e pitoresca dos grandes escritores: Coelho Neto
  • A Bico de Pena — coelho neto (Por: Walfrido)
  • Um livro anotado pelo sr. D. Pedro II (Por: Alencar)
  • “Relíquias de Casa Velha”, pelo sr. Machado de Assis (Por: Nunes Vidal)
  • Esaú e Jacó — Machado de Assis (Por: Walfrido)
  • A última visita “o ateneu” — Raul Pompeia (Por: Nunes Vidal)
  • Casimiro de Abreu (Por: José Veríssimo)
  • A vida anedótica e pitoresca dos grandes escritores: Olavo Bilac (Por: Mário de Alencar)
  • A propósito do “Brás, Bexiga e Barra Funda” (Por: a. C. Couto de barros)
  •  flores e frutos — Bruno SEABRA — rio de janeiro, 1862 (Por: Macedo Soares)
  • História da Semana de Arte Moderna (Por: Carminha de Almeida)

31/10/2014

273 Verbos Hebraicos (Conjugação Completa), por Iba Mendes

 Verbos Hebraicos conjugados em pdf
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273 modelos de verbos hebraicos conjugados em todos os tempos e modos: presente, passado, futuro e no imperativo. Conjugação completa em tabela simplificada e em formato PDF.

07/06/2014

No Princípio das Palavras, de Iba Mendes

 No Princípio das Palavras, de Iba Mendes
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ORIGEM DE ALGUNS RITMOS MUSICAIS
BAIÃO (ou BAIANO) - É uma dança nordestina e de caráter popular, surgida por volta de 1946. Caracteriza-se pelo seu movimento improvisado, com sapateados e estalos de dedos.
BATUQUE - Trata-se de uma dança popular. Ao pé da letra, significa “ação de batucar, de martelar frequentemente.”
BOLERO - Surgido no fim do século XVIII, mui provavelmente na Espanha, o BOLERO é caracterizado por suas letras bastante sentimentais e pelo seu ritmo elegante. Entre algumas das definições sobre a origem da palavra “bolero”, há quem afirme que vem de umas “bilinhas” usadas pelas “boleras”, dançarinas ciganas.
CATERETÊ - De origem ameríndia e tipicamente rural, o CATERETÊ consiste em cantos, sapateados e palmas sob o som de viola. A influência das danças africanas parece de fácil vislumbre.
CHULA - Dança popular do Norte de Portugal, de andamento vagaroso, com canto acompanhado por rabecas, violas, guitarras e percussão (Houaiss).
COUNTRY - Originária das cidades americanas de Nashville e Santa Fé, no começo do século XIX, caracteriza-se pelo uso de instrumentos tais como violões, banjos, bandolins e rabecas.
ELECTRO - Conhecido também por TECNOFUNK, tal ritmo faz uso de efeitos de dub e mixagem, sendo o mais comum o SCRATCHING, que consiste numa percussão obtida segurando-se o disco sobre o prato, num movimento de ida e volta, realizado com a mão.
FANDANGO - Dança popular a três tempos e sapateada, de uso na Espanha, Portugal e Brasil (Dicionário Michaelis).
FOLK - Música folclórica caracterizada, nos Estados Unidos, pelo uso da gaita e do violão; e, na Inglaterra, pelo uso de harpas, violinos, bandolins, gaita de fole etc.
FORRÓ - O famoso “arrasta-pé” é caracterizado principalmente pelo uso da sanfona ou acordeão. Segundo estudiosos, o FORRÓ é uma mistura de ritmos africanos, europeus e indígenas. O maior representante do forró foi Luiz Gonzaga, o conhecido “rei do baião”. Etimologicamente, há quem afirme tratar-se de uma redução forrobodó (baile popular).

HEAVY METAL - Ao pé da letra, significa “metal pesado”. O termo baseia-se no livro “The New Express”, do escritor William Burroughs. O HEAVY METAL caracteriza-se pela ferocidade de seu ritmo.
JAZZ - Surgiu por volta do ano 1840, na América do Norte. Sua principal característica é a improvisação. Há quem afirme que o JAZZ foi inspirado no ritmo do vodu africano.
LAMBADA - Originária do Belém do Pará, a LAMBADA é uma adaptação do Carimbó, com influência do zouk, a salsa e o merengue e vários outros ritmos da América Central. Em termos linguísticos, significa “lapada, paulada, sova, tunda”.
MAMBO - Originárias da América Central, especificamente em Cuba, a dança e música MAMBO foi inspirada em ritmos afro-cubanos, de influência dos cultos religiosos de Congo (África).
MAXIXE - Nascida no Brasil, o MAXIXE é uma dança popular, requebrada e de visível sensualidade.
MERENGUE - Originária da Republica Dominicana, caracteriza-se pela rapidez e malícia do ritmo, no qual o dançante ou dançador mexe o quadril de um lado para o outro.
MINUETO - Dança francesa, de compasso ternário, originária do Poitou, cuja característica é o perfeito equilíbrio dos movimentos.
PAGODE - Surgido na década de 90, do século passado, o PAGODE caracteriza-se pelo seu andamento bastante simplificado, apresentando alguns traços do “choro”. Vale ressaltar que entre alguns povos pagãos da Ásia, “pagode” é um templo.
POLCA - Originária da Boêmia, a POLCA é um tipo de dança animada a dois tempos. Vem do francês polka.

QUADRILHAS - De origem européia, a QUADRILHA surgiu no Brasil no começo do século XIX. Caracteriza-se pelo seu traço tipicamente caipira ou rural, em que os participantes, em diversos pares, desfilam com ruidosa alegria. Há quem diga que a QUADRILHA pela Igreja Católica de antigos cultos pagãos ao fogo.
REGGAE - Originário da Jamaica, o REGGAE é uma mistura do rhythm-and-blus e soul music. Tem como principal representante o falecido cantor Bob Marley. Há quem associe o REGGAE com uma divindade conhecida por Jah.
ROCK - Termo originário do inglês rock and roll, música popular originada nos Estados Unidos, na década de 50. Surgiu a partir da mistura de elementos da música negra (rhythm and blues), com a dos brancos (country). Entre os artistas que criaram o rock, destacam-se Bill Haley, Buddy Holly e Elvis Presley (Nova Enciclopédia Ilustrada Folha).
SAMBA - Dança popular brasileira, de origem africana, com variedades urbana e rural, cantada e muito saracoteada, compasso binário e acompanhamento obrigatoriamente sincopado, que se tornou dança de salão universalmente conhecida e adotada (Dicionário Michaelis). O SAMBA surgiu nos morros Rio de Janeiro. Há quem diga a palavra SAMBA é uma corruptela de “semba”, que, na macumba carioca, diz respeito à mulher que ocupa cargo na hierarquia sacerdotal, equivalente à “mãe de santo”.
SWINGUE - Do inglês “swing”, que significa “balanceio, balouço”. Surgiu na década de 40 do século passado, na América do Norte. É um tipo de dança muito sensual.
TANGO - De origem hispano-americana, o TANGO, que nasceu sob influência da POLCA, é o tipo de dança na qual o casal se abraça para dançar. Para alguns estudiosos da música, o TANGO foi inspirado em variados ritmos africanos.
VALSA - Originária da Alemanha e Áustria, a valsa consiste numa dança de roda lenta, moderada ou rápida, em compasso ternário. Por causa do contato que se dá entre o casal que dança, a valsa chegou a ser proibida em tempos passados. Em nossos dias é comum dançar-se valsa em festas (casamentos, formaturas etc.).
VANERÃO - É uma versão do FORRÓ para a região sul do Brasil.
VODU - Tal ritmo baseia-se num culto de origem africana, praticado nas Antilhas, que tem certa relação com a macumba praticada no Brasil.

XOTE - Surgido no fim do século XIX, na Hungria, o XOTE caracteriza-se pela semelhança de seus passos com a POLCA.


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Fonte:
Iba Mendes: "No Princípio das Palavras". Poeteiro Editor Digital. São Paulo, 2014.

30/05/2014

Dicionário de Nomes Próprios, de Iba Mendes

 Dicionário de Nomes Próprios, de Iba Mendes
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INFLUÊNCIAS NA FORMAÇÃO DOS ANTRÔPONIMOS BRASILEIROS

Influência bíblica
Especificamente no que diz respeito à Língua Portuguesa, a influência bíblica é incontestável na formação dos antropônimos. A maior contribuição da Língua Hebraica em nosso idioma, diz respeito exatamente aos nomes próprios. Quem não conhece, por exemplo, um José, um João, um Jeremias, uma Ana, uma Eva, uma Maria?
Influência católica
No início da colonização portuguesa no Brasil, eram os padres quem estabeleciam os nomes e os sobrenomes dos recém-nascidos. Nessa época, nomes de origem indígenas e africanos eram censurados (em Portugal tal costume chegou a ser lei). Essa influência predominou até a Proclamação da República, em 1889, quando até então o catolicismo reinou absoluto como religião oficial do Brasil. Entretanto, ainda hoje é comum dá-se nomes aos filhos por terem eles nascido no dia de um determinado “santo”. Muitas mulheres, por exemplo, chamam-se Rita de Cássia exatamente porque nasceram no dia 22 de maio (considerado o dia de Santa Rita de Cássia). Ademais, quem não conhece, por exemplo, alguma Maria Aparecida, Maria da Graça, Maria dos Prazeres, Maria das Dores, Maria de Lourdes, Maria da Assunção, Maria do Carmo, Maria do Rosário, Maria da Encarnação, Maria da Conceição? Todos estes nomes são referências a “Nossa Senhora”.
Influência dos meios de comunicação

Os meios de comunicação, especialmente a televisão, exercem forte influência na antroponímia em geral. Nomes de atores, personagens de novela, cantores, jogadores de futebol e políticos são os preferidos. Alguns exemplos encontrados nos cartórios brasileiros provam esta realidade: Charles Chaplin Ribeiro, Elvis Presley da Silva, Getúlio Libertador (em homenagem a Getúlio Vargas), Hericlapiton da Silva, Joaquim Sherlock Holmes, Maicon Jakisson de Oliveira, Marli Monrói, Marlon Brando Benedito da Silva, Sherlook Holmes da Silva, Flávio Cavalcante Rei da Televisão etc.


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Fonte:
Iba Mendes: Dicionário de Nomes Próprio. Poeteiro Editor Digital. São Paulo, 2014.

25/05/2014

Não Errarás! Aprendendo Gramática com a Bíblia, de Iba Mendes

 Não Errarás! Aprendendo Gramática com Exemplos da Bíblia, de Iba Mendes
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PREFÁCIO
Em sua belíssima crônica “O Gigolô das Palavras”, o escritor Fernando Veríssimo escreve que: “Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis...” E mais adiante ironiza: “A Gramática é o esqueleto da língua. Só predomina nas línguas mortas, e aí é de interesse restrito a necrólogos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa.”
Não há dúvida de que a Gramática (a padronização do que se convenciona por certo e errado na língua) é, em si mesma, inócua e não reflete a realidade da comunicação entre as pessoas no seu dia-a-dia. No entanto, é preciso salientar que esta mesma Gramática, à mercê das opiniões contrárias, é decisiva para quem almeja ter êxito em concursos públicos, nas provas e exames (para conseguir emprego) e nos vestibulares (para ingresso nas universidades). Neste aspecto, a discussão linguística passa ao largo e também foge à realidade.
Eis aí o simples objetivo deste livro: esclarecer questões específicas da norma-padrão, as quais poderão ser de alguma utilidade para o fim acima salientado.
São textos escritos num estilo simples, coloquial, bem-humorado e sem aquele “gramatiquês” que torna o ensino da vertente padrão uma verdadeira chatice.
Valendo-me, principalmente de exemplos da Bíblia, procurei expor estas questões mediante um estilo simples e bastante coloquial. Embora apresente alguns termos específicos da chamada “norma culta”, evitei o quanto possível, a erudição e a linguagem rebuscada. Portanto, o que diferencia este dos demais livros de Gramática, é o caráter exclusivamente coloquial que nele impregnei.
Se de algum modo servir para o fim proposto, dou por cumprido meu objetivo. Do contrário, dou-me ainda por satisfeito apenas por ter tentar fazê-lo. Seja como for, satisfaço-me, muito mais do que pelos resultados, pela intenção, que pode não ser nobre, mas é sincera, e basta.

É isso!

Iba Mendes

07/12/2013

O Maravilhoso Mundo de Darwin, de Iba Mendes

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A Ideologia Darwinista 
No prefácio do livro “A Falácia Genética: A ideologia do DNA na imprensa”, Gildo Magalhães, professor de História da Ciência da Universidade de São Paulo, escreve: “Um bom exemplo de ideologia científica dominante é o darwinismo, certamente a mais conhecida das teorias evolutivas da vida. Nascida no seio do liberalismo econômico e na linhagem do empirismo britânico, a teoria darwinista é hoje amplamente ensinada como um paradigma, após as adaptações advindas dos crescentes conhecimentos da genética. Uma das aplicações atuais mais notórias dela é a sociobiologia, que mais recentemente vem cumprindo o papel antes desempenhado pelo chamado darwinismo social.”

Eis o objetivo deste livro: tratar o darwinismo, não como uma teoria científica, mas em seu aspecto essencialmente ideológico. Para isso, vali-me de uma série de artigos, críticas e citações, compilados de debates e publicações desde 2006, a maioria dos quais publicados em nosso blog Humor Darwinista, todos abordando a temática evolutiva, em seus mais variados aspectos. São textos escritos num estilo simples e bem humorado, sem qualquer pretensão científica, porém, muito bem referenciados em cientistas e pensadores renomados, muitos dos quais oriundos do próprio seio do darwinismo. 

Esperamos assim dar nossa ínfima contribuição a um debate desproporcional, no qual a unanimidade acadêmica, o que envolve grande parte da mídia, tal qual nos antigos tempos do Flogístico, busca por todos os modos calar e desacreditar os que não se deixam guiar pela nomenclatura científica vigente, rotulando-os dos mais variados adjetivos, todos com conotações pejorativamente religiosas, ignorando que, como bem escreveu Rémy Chauvin, em "O Darwinismo ou o Fim do Mito": "não há apenas dois partidos, mas três: acreditar em Darwin, acreditar na criação sob a forma mais ingênua, ou o terceiro partido, o mais objetivo: confessar que se sabe demasiadamente pouco para se poder avançar uma conclusão, seja qual for... Esta última conclusão é a que tem a minha preferência, e não sou o único a aderir a ela." 

02/12/2013

Humor Darwinista, de Iba Mendes

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É realmente possível abordar o Darwinismo pelo viés do humor ou de uma “cantiga de escárnio”, isto é: através da uma crítica sutil e mordaz aos seus “costumes”?

Como resposta, basta dizer que minha principal fonte de inspiração veio do próprio seio da Teoria da Evolução, especialmente dos devaneios darwinisíacos dos devotos do naturalista  inglês Charles Darwin, os quais,  inebriados em suas orgias epistêmicas, não hesitam em prestar suas libações bajulatórias  ao homem que teve a idéia mais brilhante de toda a humanidade, que é a Seleção Natural!

A idéia do livro, portanto, não é por em ridículo a Teoria da Evolução em si, mas a forma como muitos de seus defensores agem quando tem suas crenças questionadas e seus postulados rebatidos. 

Partindo do princípio de que não há apenas dois partidos, ou seja: acreditar em Darwin ou acreditar no Gênesis, proponho, tal qual Rémy Chauvin, um terceiro partido, que considero o  mais razoável e objetivo: confessar que se sabe demasiadamente pouco para se poder avançar para uma conclusão definitiva, seja ela qual for...  

Ao centrar na Teoria da Evolução a síntese de todo o conhecimento científico sobre a origem e desenvolvimento das espécies, os exaltados devotos de Darwin deixam às claras a comicidade de sua teoria, indo do ridículo ao bizarro, do fanatismo ao fundamentalismo e da simples bajulação ao culto metaforicamente explícito ao autor de “A Origem das Espécies”, em que ficam expostas as fragilidades de seus dogmas evolutivos, dos quais sobra vasto material para o humor e para a sátira...

Os textos e as imagens a seguir, todos elaborados sem qualquer apuro ou refinamento literário, foi o modo que encontrei para expor as vísceras epistêmicas desses pretensos cientistas de Darwin. Assim sendo, não os induza a outra finalidade... São toscos, grosseiramente toscos...  Fazendo uso do grande mestre Machado de Assis, em seu  “Memórias Póstumas de Brás Cubas”: a obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com um piparote, e adeus.

É isso!