27/08/14

O Guesa errante (Poesia), de Sousândrade

 O Guesa errante, Sousândrade em pdf
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O Guesa errante

O Guesa se constrói na dicotomia divino-humano pelo protagonista humano que passa pelo ritual de sacrifício bochica para atingir a condição divina e servir de elo com o mundo das divindades, restaurando o ciclo lunar. Da mesma forma, essa dicotomia está presente no projeto estético da obra, em que antigo e moderno se contorcem por dominarem a expressão poética. A estrutura épica do mundo antigo é empregada para trazer o lado mítico da narrativa, sua razão divina, em oposição à poética moderna que retira a narração de um ser sagrado (da musa), e força uma razão humana a trabalhar discursivamente sobre os eventos. A narração é tomada por um narrador não identificado, mas cuja individualidade é marcada (diferentemente do narrador homérico):“E eu a este clarão místico e opalo / Amo escrever do Guesa a longa história” (p.319). No entanto, esse narrador que se refere ao Guesa na 3ª pessoa do discurso, muitas vezes toma o lugar ocupado pelo protagonista, realizando as ações que cabem ao Guesa na narrativa, como se coubessem ao narrador. Quando o Guesa segue Virjanura no canto terceiro, acompanhando o movimento dos jaguares, a voz do narrador se torna o experienciador desses atos: 

“E qual eles [os jaguares], eu venho acompanhar-te,
Deusa dos roçagantes véus dourados!
Se me aparto de ti, quantos cuidados,
Quantas saudades tenho de deixar-te!” (Sousândrade, p.72)

E então, o narrador passa a compartilhar com o Guesa desse evento, com a segunda pessoa do discurso: “Virjanura a esta hora / Também te está olhando” (p.72). Compartilhando também a memória:

E houve um tempo em que nós nos assentávamos,
Eu e ela, por entre os cafezeiro...
Os arroios corriam... nós amávamos...
E eram assim teus raios feiticeiros.
As vozes, eras tu que nos dizias
Tantas venturas, tantos mimos castos!
As ondas, eras tu que as incendias
Dos seus cabelos negrejantes bastos!” (p.72)

Além disso, o narrador, que constantemente se confunde no discurso com o próprio Guesa, desenvolve a narrativa de maneira diversa da narrativa clássica. Assim como a pessoa do discurso parece se desfazer nos momentos de exaltação emocional, também a passagem espaço-temporal não possui um delineamento exato, como no canto terceiro em que o Guesa passava a noite num lugar ermo e, ao dormir, passa a cantar o sonho. Então ao final do sonho o narrador localiza o Guesa em outro lugar, andando sobre uma embarcação, sem que essa transição tenha sido exposta em discurso:

Oh! Quem o visse ali ao desamparo,
Tão só! tão só! na terra adormecido” (p.62)

“As balseiras na luz resplandeciam –
Oh! Que formoso dia de verão!
Dragão dos mares, – na asa lhe rugiam
Vagas, no bojo indômito vulcão!
Sombrio, no convés, o Guesa errante
De um para outro lado passeava” (p.67)

O narrador não caracteriza o narrador épico, pois sua identidade se mistura à do personagem, como se fosse a própria voz do Guesa se desenvolvendo numa espécie de consciência universal. A construção da narrativa se dá na memória Eu volto do passado e chego vivo” (p.99), tanto pela variação da pessoa do discurso na relação entre narrador e personagem, quanto na sequência do enredo. O personagem dá indicações de sua experiência que não se encaixam na cronologia do enredo, como: “Vi no mediterrâneo tão somente” (p.119), quando na sequência temporal ele ainda não havia saído da América do Sul.

O Guesa foge do ritual de sacrifício, mas sua condição divina provoca desejos de morte expressos na voz do personagem. Não a morte como aniquilação do ser, mas como o limite entre humano e divino   “Ou morres, ou respiras luz divina” (p.336) numa subida pelos Andes à maneira de Dante ao Paraíso , limite que só é possível nos momentos de plenitude do prazer (o “amor divino” no contato com as divindades) a que ele sempre dedica seu saudosismo:

Eu tenho o mundo flagelado
À ambi ão d’esse amor divino e rudo:
Dos céus materiais estou cansado,
Nem vale à pena ser feliz no mundo!
Não d’ingratidão, nem de descrença
Aos poderes do olhar e s for as d’alma;
Porém, do que se diviniza e pensa
E passa” (p.150)

Assim como as quebras do tempo na sequência do enredo mantém a narrativa suspensa numa memória que não obedece às “leis mortais”, ou seja, ele capaz de falar do que ainda não aconteceu (como as visões do mediterrâneo), também no plano microestético o tempo é desvirtuado pela quebra sintática. As elipses são tanto narrativas quanto sintáticas, com a significação sendo remontada por séries de elementos postos em sequência sem os elos sintaticamente explicitados, apenas semanticamente, ou pelo uso de travessões e três pontos, seguindo a velocidade própria dos eventos pela exterioridade dos fatos (incluindo a intervenção discursiva dos participantes), como se não houvesse tempo para descrevê-los, como se a fatuidade do mundo não desse oportunidade à elaboração discursiva:

“– Tende, Lottie!...
Aqui... prende-te à lajem!
Forte!.. sai da corrente!.. o braço... a mão!.
Oh! Lá vão-se co’as águas arrastados!..
Afundam-se no abismo! Deus! Socorro!
– Contra os vórtices lutam... esforçados
Tomam-na os ombros d’Ethelberto... Salvos!..
Alcançaram o rochedo... – Ao sorvedouro!
Desgraça! Horror! Lá foram-se e sumiram!
Lottie!.. Lottie!.. – Uns braços finos, alvos,
Crispos os dedos, hirtos... giram, giram,
Giram... Oh! Cristo! – Desapareceram...” (p.285)

E também nas repetições de conjunções ou adjuntos adverbiais, estagnando as funções sequenciais da língua (sequência lógica e sequência temporal): “Embora, embora” (p.97), “Noite, – noite. –“ (p.94).

A morte a que busca o Guesa é essa morte ritualística, simbólica, que se manifesta apenas num breve instante e precisa ser cantada na memória para se prolongar a experiência no tempo do canto. Mesmo a memória é algo fugidio, ora ele é o Guesa arrancado da casa dos pais para o ritual colombiano, ora ele é o maranhense que perdeu os pais e foi traído pelos amigos na fazendo onde morava.

O que mantém a unidade da obra não é o enredo (concepção narrativa que Ezra Pound explorou no século seguinte a Sousândrade), como na narrativa tradicional, mas o ideal épico que perpassa cada passo do Guesa: por um lado, a viagem em busca da morte que é cantada (por ele mesmo, ou sua memória) fazendo sua glória (como a participação de Aquiles em Tróia), por outro, o saudosismo e o retorno para casa (como o regresso de Odisseu da guerra). É no lapso entre a fuga da morte sacrificial e o retorno (que ele prevê inevitável) que se desenvolvem os 13 cantos, ou seja, no limite entre a matéria humana do indivíduo mortal antes do sacrifício e a matéria divina onisciente do indivíduo após completo o ritual. A obra está inacabada e a morte ritual a que o Guesa tanto teme voltar não se consuma. Porém, mesmo no inacabamento (tão característico em poéticas posteriores) se entrevê esse ideal estético d’O Guesa, da errância entre um e outro mundo, numa fuga constante.

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Fonte:
Yuri Nakakura Palmeira: “Sacri-Ofício do Guesa-poeta”. (Monografia em Literatura  apresentada ao Departamento de Teoria Literária e Literaturas do Instituto de Letras da Universidade de Brasília, como parte dos requisitos para obtenção do grau de bacharelado, sob orientação da Professora Dra. Adriana de Fátima Barbosa Araújo. Orientadora: Professora Dra. Adriana de Fátima Barbosa Araújo. Universidade de Brasília – UnB). Brasília, 2012.


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O narrador do Guesa – epos romântico

O nome épico deriva do vocábulo grego “epos”, que significa “narração”, “discurso” e “palavra”. O discurso épico tem origem na oralidade, através dos tempos homens narravam os feitos de heróis lendários para um público interessado. A arte de narrar é contar fatos vividos ou presenciados por alguém, nessa lógica surge a figura do narrador, que é alguém com autoridade para contar a história. O narrador descreve a paisagem, conta a trajetória vivida pelas personagens, podendo ser a personagem ou uma testemunha. O narrador é o mediador entre a história e alguém que esteja interessado em ouvi-la, ou seja, e o agente responsável por transmitir os detalhes da cena, a fim de que o público possa imaginá-la.

Para entendermos como o discurso do narrador se apresenta n’O Guesa, e de que modo ele transmite ao leitor a matéria épica articulando os planos mítico e histórico, temos que voltar nossa atenção ao tipo de gênero eleito por Sousândrade, neste caso o épico. O Guesa não se trata de um épico tradicional antigo, como a Ilíada e a Odisséia, de Homero, já que como afirma Bakhtin (1988) a epopeia (antiga) pode ser encontrada não só com algo criado há muito tempo, mas também como um gênero profundamente envelhecido, ou seja, é um gênero que não compreende o mundo moderno e suas relações sociais. Nessa perspectiva, o épico grego parte da lenda, de fatos muito antigos e perdidos no tempo, para narrar a história e os feitos nobres, a fim de elevar uma nação, por meio de um passado glorioso e mítico. São feitos nobres vivenciados por pessoas elevadas. Sua linguagem é específica, pois busca narrar os fatos de modo sublime um mundo objetivo.

O gênero épico, como afirma Hansen (2008), é um gênero morto, pois o heroísmo é improvável e inverossímil quando o dinheiro é o equivalente universal de todos os valores. De acordo com esse argumento, em um mundo capitalista a verdade épica não encontraria espaço, tampouco razão de ser. Contudo, não podemos deixar de levar em consideração que alguns poetas ultrapassaram essa barreira, e mesmo inseridos em um contexto diferente do mundo grego antigo conceberam épicos como expressões artísticas de seu tempo. Nesse sentido, basta voltarmos nosso olhara para o Século XIX, cenário das Revoluções Industriais e Francesa, onde o mundo já se encontrava mergulhado na lógica capitalista, permeada por mudanças radicais no âmbito econômico e social. Em meio a essas mudanças, o Romantismo predomina como movimento estético representando a vida pelas diversas expressões artísticas. Sendo assim, os poetas românticos como Byron    e Milton, produziram épicos, configurando um Modelo Épico Romântico:

O Modelo Épico Romântico constitui uma nova manifestação do discurso épico da primeira metade do século XIX, investido pela Matriz Épica Romântica e contaminado pela concepção literária romântica. Filia-se aos dois anteriores pela matriz épica, mas distingue-se pela concepção literária romântica que vai permitir a exploração das lógicas subjetiva da personagem e lírica de sistematização para a realização do ideário romântico de expressar a subjetividade, os sentimentos e as emoções pessoais e de liberar a força da imaginação criadora (SILVA; RAMALHO, 2007, p. 122 e 123).

Apresentado o conceito de Modelo Épico Romântico, sendo este marcado pela subjetividade, o que pode se refletir no discurso do narrador, temos que contrastá-lo com o modelo épico antigo, principalmente porque este se apresenta objetivo. Essa objetividade do discurso reflete diretamente no modo como o narrador aparece no texto. Conforme Lígia Chiappini (LEITE, 2006, p.9), Hegel na Estética, filtrou os pensamentos aristotélico e platônico, acerca dos três gêneros: o épico, o lírico e o dramático. Assim, caracterizou-os da seguinte maneira: o primeiro como estritamente objetivo, o segundo sendo subjetivo e o terceiro como sendo a simbiose dos outros dois, aparecendo como objetivo-subjetivo.

Baseando-se no pensamento de Hegel sobre a objetividade do discurso épico, a autora sintetiza o seguinte (Idem):

Assim a poesia épica seria aquela em que, do conjunto dos homens e dos deuses, brotaria a dinâmica os acontecimentos que o poeta deixaria evoluir livremente, sem interferir. Trata-se de uma realidade exterior a ele, com a qual não se identifica a ponto de se envolver com os sentimentos, pensamentos e ações dos caracteres em jogo.

O discurso objetivo, característico do épico grego, não permite ao narrador se envolver no que ele narra, justamente porque ele está distanciado, ao contrário do Modelo Épico Romântico, que está sujeito a um tom mais intimista e subjetivo. Logo, podemos pensar em uma separação entre o discurso épico grego e o discurso do modelo épico romântico pela dicotomia objetivo-subjetivo.

No âmbito da escola romântica brasileira, segundo uma classificação cronológica, Joaquim de Sousândrade pertence à segunda geração de poetas românticos. Sua produção artística estava inserida em um contexto no qual o subjetivismo, à moda de Musset e Byron, ganhava força no discurso literário. Sendo assim, o épico O Guesa, como vamos verificar, está carregado dessa áurea subjetiva, bem como de inovações estéticas tanto no que diz respeito aos recursos estilísticos, quanto ao tratamento dado às temáticas próprias do romantismo, refletindo-se no tratamento que o narrador dá à cena a qual está contando. Essa postura mais aproximada do narrador do épico romântico coaduna-se com a do narrador do romance.

Na EPOPÉIA, o NARRADOR tinha uma visão de conjunto e se colocava (e colocava o seu público) à distância do mundo narrado. O seu tom era solene; ele era o rapsodo, uma espécie de vate, de iniciado, de mediador entre as musas e seus ouvintes. Já o narrador do ROMANCE – quando a narrativa se prosifica na visão prosaica do mundo, quando se individualizam as relações, quando a família se torna nuclear, quando o que interessa são os pequenos acontecimentos do quotidiano, os sentimentos dos homens comuns e não as aventuras dos heróis – perde a distância, torna-se íntimo, ou porque se dirige diretamente ao leitor, ou porque nos aproxima intimamente das personagens e dos fatos narrados (Idem, p. 11).

Ao contrário do épico antigo, o narrador n’O Guesa se posicionada criticamente, não se restringindo apenas à narração da cena, mas ocupando um lugar de destaque na narrativa, aproximando-se de fato do que narra. O trecho abaixo (SOUSÂNDRADE, 2009, p. 108) ilustra como o narrador se posiciona em relação à ocupação de terras indígenas pelos colonizadores:

Hi foram tribus; onde resupinos
Estão hoje os senhores rodeiados
Dos cabras parasitas, assassinos
Da faca e o bacamarte apparelhados;
(...)
E onde estão os vilões civilizados
Foram os selvagens, livres na investida
À sombra de suas settas resguardados,
No amor da glória e da luctada vida;

No trecho acima, o dado histórico é a expulsão de povos autóctones de suas terras pelos brancos, “os senhores”. São estes senhores denominados de “villões civilizados”, que “rodeiado” por “cabras parasitas” e “assassinos”, “munidos de “faca” e “bacamarte”, eles ocupam terras que antes foram dos índios. Podemos verificar que o narrador critica a ocupação e que vê os invasores brancos como inimigos violentos, algozes dos selvagens que um dia foram livres. Trata-se de uma crítica ao processo colonizador de Portugal e Espanha na América do Sul, aqui o narrador não se mantém neutro, pelo contrário, ele faz questão expressar sua revolta e que é preciso expressá-la.

Abaixo, outro fragmento (Idem, p. 131 e 132) que comprova o posicionamento crítico do narrador, em uma questão também polêmica, se referindo à postura não exemplar de entidades ou indivíduos no que diz respeito à ética cristã:


Para de Salvador darem-lhe a palma,
O resuscitam o corpo, ou não lh’a dão:
Provam a divindade do Deus da alma,
Nascer, morrer, prodigios! Se não, não!
Ponde-o em vosso govêrno, em vossa casa,
Em vossa sociedade, em vosso templo,
Em vosso amor, a ser do lar a braza,
Não só o mestre, um tanto mais – o exemplo.
Impostores a declamar – deixai-nos
Da liberdade ao peito a segurança,
E o meigo entristecer d’essa esperança,
Que dá-nos quem melhor tactou dos céus:
(...)
Não vós; ele é quem ‘stácomnosco e é Deus.
Não vós que aproveitais de idolatrias;
Nem vós iconoclastas, pelo templo
Em cobranças – schismaticos, o exemplo
Seguis do mercador; ou do Messias?

O narrador profere uma espécie de sermão, de modo imperativo, ele critica aqueles que conhecem e reconhecem o Salvador, mas que não vivem o seu exemplo. Critica o discurso impostor, bem como os iconoclastas e idolatras, induzindo o leitor a se posicionar em relação ao assunto, finalizando com uma indagação “Seguis do mercador; ou do Messias?”, como um ultimato em que resposta é sugerida pelo discurso anterior, ou seja, o narrador deixa claro a sua aversão a essa postura falsa e hipócrita, que se vale do discurso da ética cristã para se autoafirmar na sociedade, escondendo os seus reais interesses.

Diante da postura desse narrador do Guesa, de se colocar como voz participativa em determinados assuntos de ordem mais polêmica, demonstrando pouca imparcialidade, cabe fazer uma ressalva quanto a essa intervenção. Para Aristóteles (1981), o poeta deve falar o menos possível em seu próprio nome, caso contrário não seria um imitador. Diante desse argumento, ele menciona Homero que, para ele, aparece o menos possível, porque seu narrador não intervém na cena narrada, passando o comando da ação para as personagens.

Tratar-se da objetividade do narrador épico. Podemos verificar pelos fragmentos acima, o contrário disso no narrador do Guesa, que não se exclui do objeto narrado, visto que ele se posiciona, proferindo juízos de valor acerca do assunto, ou seja, não se trata de um narrador distante e concentrado apenas em mostrar, mas que expressa seu ponto de vista. Contudo, essa marca não predomina em todo o canto, queremos mostrar que ela existe, uma vez que o narrador, ainda que se posicionando em certos assuntos, também está alinhado a um discurso meramente objetivo, como no trecho a seguir no qual ele apenas descreve como a personagem se encontra em um momento de tristeza (SOUSÂNDRADE, 2009, p. 138):


E esta Equidade eterna, que aos céus dera
 O raio serpentino, deu à terra
  A serpente radiante – açoite e açoite
Ou relampago, ou acção fugaz da noite.
A dor foi longa, viu-se a pausa que houve–
 E continúa o Guesa, tristemente
 A fronte a alevantar, que tão pendente
 Taciturna caía–.

Nessa passagem, o narrador assume um papel mais parcial, apenas demonstrando ao leitor como a personagem se sente. Ele não questiona este sentimento, não o rebate, não procura uma causa, tampouco provoca o leitor a refletir sobre, nesse caso, temos um narrador objetivo.

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Fonte:
Mariana Rodrigues de Sá: “O autor, o narrador e a personagem: ideias que se encontram em O Guesa Errante, de Joaquim de Sousândrade”. (Monografia em Literatura apresentada ao Departamento de Teoria Literária e Literaturas do Instituto de Letras da Universidade de Brasília, como parte dos requisitos para obtenção do grau de licenciatura em Letras Português e respectivas literaturas, sob orientação da Professora Dra. Adriana de Fátima Barbosa Araújo. Universidade de Brasília – UnB). Brasília, 2013.

Notas
A imagem inserida no texto não se inclui nas referidas obras. As notas e referências bibliográficas de que fazem menção os autores estão devidamente catalogadas nas citadas obras. O texto postado é apenas um dos muitos tópicos abordados nos referidos trabalhos. Para uma compreensão mais ampla do tema, recomendamos a leitura das obras em sua totalidade.

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