16/03/14

Poesias de Emílio de Meneses

 Poemas de Emílio de Meneses
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O humor em Emílio de Menes

“A preferência pela Poesia satírica e pelos versos de circunstância, ao lado da prosa jornalística, segue o critério da observação do compromisso literário emergente do poeta, em detrimento das crônicas, traduções, pronunciamentos e crítica, como modos mais distantes do exercício de escritor. Do sujeito de múltiplas faces identificado como autor, queremos analisar os textos satíricos do poeta, como atestados discursivos de seu comprometimento social mais imediato.

Em nosso entendimento, a produção satírica de Emílio de Menezes não pode ser explicada como muleta - tendo a expressão lingüística a forma de ataque em legítima defesa -, nem como atividade vital, posto que ambos os rótulos podem levar a modos a-históricos de buscar compreender a ação do sujeito no uso social da linguagem.

Neste trabalho, pensamos ser oportuno recuperar estudos como os de Freud, Bousono e Santiago Vilas sobre a atividade lingüística de efeito humorístico, chistoso, ou cômico, a fim de estabelecer um ponto de partida para a discussão das particularidades enunciativas apontadas no processo discursivo produzido por Emílio de Menezes.

Essa recuperação, em particular da teoria freudiana, pode vir a ser útil à análise do discurso quando pensa o sujeito e o sentido para além da aparência da unicidade e da transparência. Nessa perspectiva, o processo de constituição do sujeito e do sentido deve ser observado tendo-se em conta que a evidência do sujeito esconde que ela resulta de uma identificação. Ou seja, cria a ilusão de que o sujeito é autônomo e uno, quando se trata do efeito ideológico da interpelação do indivíduo em sujeito. Por outro lado, a evidência do sentido esconde seu caráter material, a historicidade de sua construção.”


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Fonte:
Marise Manoel: “A poesia-mídia : abordagem discursiva da sátira em Emilio de Menezes”. Dissertação (mestrado) -- UNICAMP: Programa de Pós-Graduação em Lingüística – Campinas, 1991.

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