18/06/2015

Statira, e Zoroastes, de Lucas José de Alvarenga

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Disponível também em "Minhateca", no link abaixo:



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Aspectos biográficos

“A história de Lucas José de Alvarenga começa em Minas. Ele nasceu na Vila de Sabará, em 1768. Não tendo em seu nascimento coisa de que se vanglorie, nem de que se envergonhe, atribui aos incentivos da mãe a educação que teve. Descendente remota de fidalgos de geração, sua mãe nasceu na Fazenda do Engenho D’Água (Comarca de Sabará), na casa de um tio, coronel do 1º regimento de cavalaria de milícias, onde havia um grande engenho de moer cana e muitas léguas de lavoura e de lavras. Seus pais “conheciam bem as vantagens de uma boa educação” e mesmo vivendo em Minas Gerais, naquele tempo ainda colônia, e “distante da [futura] Corte mais de duas mil léguas” , com seis anos de idade foi para a escola – onde frequentou provavelmente as aulas dos professores régios – e com 16 para 17 anos, na opinião de seus mestres, estava pronto em Gramática Portuguesa, Latina, Francesa, em Lógica, Matemática e Ética e, ainda, em Retórica, Poética e Geometria. Em casa, teve aulas de dança e de música. E “tudo isso sabe Deus, como!”, ele escreveria mais tarde em sua memória autobiográfica.

De Minas rumou para Coimbra e, aprovado nos exames preparatórios, ingressou no curso de Direito. Durante essa época, começou a fazer versos, principalmente os de improviso, atividade que exerceria por toda a vida. Em Portugal, ficou gravemente doente, mas mesmo assim conseguiu concluir os estudos, formando-se em 1799. Como vários outros letrados luso-brasileiros de seu tempo, abraça a ideia de que já não é exclusivamente a nobreza de sangue o que conta. Os novos tempos tinham aberto espaço para a nobreza de mérito. Desde a infância em Minas, quando seus pais lhe enchiam de mimos pelos sucessos escolares, tinha tomado gosto pelos estudos. E é na formação que vai projetar suas maiores esperanças, acreditando que “é a educação e não o nascimento, ou a ilustre genealogia dos homens, que os faz distinguir entre os mais”.



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Fonte:
Anita Correia Lima de Almeida (Professora DEHIS/UNIRIO): Um ilustrado mineiro no governo de Macau”. Disponível em: http://www.humanas.ufpr.br/

6 comentários:

  1. Sou descendente direto de Lucas José de Alvarenga, meu tio José Batista era juiz e genealogista e escreveu um livro "Ramo Alvarenga" e por isso coloquei o nome do meu filho de Lucas José de Alvarenga em homenagem aos meus antepassados, meu nome é Guilherme de Alvarenga Coelho Guilhon Loures

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    1. Oi, Guilherme...

      Voce não teria uma fotografia para adicionarmos no e-book?

      Abraços

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    2. Oi professora, meu tio infelizmente não conseguiu fotos de Lucas José de Alvarenga, mas no seu livro não publicado de genealogia do "Ramo Alvarenga "conseguiu a foto de Bento Pinto de Magalhães que faleceu dia 21 de março de 1766 era avô de Elisa Leopoldina Pinto de Almeida casada com Francisco José de Alvarenga filho do Tenente Coronel Lucas José de Alvarenga e de Maria Eulina de Alvarenga. Os pais de Lucas José de Alvarenga eram João da Cunha Peixoto e de Jacinta Maria de Alvarenga.

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    3. Desculpe, esqueci uma vírgula importante, Francisco José de Alvarenga era filho de Lucas José de Alvarenga.

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    4. E a foto não era do Bento Pinto de Magalhães mas de Francisco José de Alvarenga e sua esposa Elisa Leopoldina Pinto de Almeida.

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