09/09/14

Malazarte (Teatro), de Graça Aranha

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Ópera Malazarte: a brasilidade no pensamento modernista de Graça Aranha e Lorenzo Fernândez

Para Graça Aranha a finalidade da arte é nos emocionar, sua função seria estritamente estética. No drama Malazarte notamos uma escrita elaborada com preocupação formal, rebuscada e erudita, compondo um texto que apresenta vários episódios trágicos e que tenta comunicar uma filosofia que, para Graça Aranha, era a chave da felicidade. Parece-nos que ele teve uma preocupação maior com a exposição de seu pensamento filosófico do que com a arte nacionalista em si. Tanto a dificuldade em entender sua filosofia quanto o uso da linguagem rebuscada separam sua obra do gosto popular. Assim, deduzimos que, apesar da utilização de elementos do folclore, a concepção do libreto de Malazarte não foi para a grande massa, mas para uma elite intelectual. Uma curiosidade desse intelectualismo é que o libreto escrito por Graça Aranha ganhou versões em francês, português e italiano.

O libreto da ópera Malazarte revela a tragédia do terror do ser humano quando
toma consciência de sua separação do Todo universal e o leva à triste fatalidade. Para Graça Aranha, o drama traduz a ideia de que só há tragédia naquilo que é insolúvel para o ser humano. Desta forma, percebemos uma semelhança entre o libreto e Malazarte e a ação dramática das tragédias gregas, que se apoiam sobre a contraposição entre realidades e mitos: falam da luta dos heróis contra o destino, dos deuses e seus poderes. Também se assemelha à fatalidade da tragédia moderna de Ibsen. No caso do libreto, a luta de Eduardo contra seu destino e o poder que a Mãe d’Água exerce sobre as personagens.

Graça Aranha sofreu a influência das tendências filosóficas positivistas e monistas em sua juventude, no Rio de Janeiro e na escola do Recife, que também influenciaram na revolução social. Defendeu o envolvimento do artista modernista na política. Infelizmente o libreto da ópera Malazarte não retrata os problemas sociais que o afligiram. O texto original do drama apresentava já material suficiente para que esse aspecto fosse desenvolvido, mas a adaptação do libreto foi apenas iniciada por Graça Aranha e concluída por Lorenzo Fernândez.

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Fonte:

José Fortunato Fernandes (Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, MT): era Malazarte: a brasilidade no pensamento modernista de Graça Aranha e Lorenzo Fernânde. Disponível em: rbm.musica.ufrj.br

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