12/08/14

Auto de Mofina Mendes (Teatro), de Gil Vicente

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Imitatio e Transformatio: do lírico ao dramático


O imitar é congênito no homem (...)
e os homens se comprazem no imitado

Tendo em vista o objetivo geral desta investigação – percorrer e analisar a velhice enamorada à luz da obra de Gil Vicente, realizando um estudo comparativo com os demais textos ibéricos que se aproveitaram do tema e indicando sua recorrência nos séculos seguintes – consideramos fundamental uma recuperação dos estudos até agora realizados sobre o lirismo vicentino, já que o enamoramento dos velhos nos autos de nosso autor é apresentado, na maioria das vezes, a partir de proposições líricas que remetem, sem sombra de dúvidas, à tradição poética, quer italiana, quer ibérica, de textos modelares, considerando também autores bastante coetâneos.

Para tanto, será necessário encontrar a matriz desse lirismo, basicamente orientado pelas estratégias de imitação que compõem os jogos alusivos de todo tempo e, em especial, do século XVI. Por este caminho, pretendemos demonstrar o valor imitativo da poesia portuguesa que, se se realiza de modo engendrado com a prática da transformatio, muito maior será esta quando da transposição dos temas do gênero lírico ao campo da arte teatral.

Por isso, vale traçar, como ponto de partida, considerações sobre o caráter subversivo do lirismo, entendendo as características genológicas dessa prática literária em confronto com a sua teoria para, então, buscar nos versos de Gil Vicente essa ars imitandi absolutamente transformada para servir aos propósitos de sua ideação dramática. Neste sentido, teremos claro o quanto na produção vicentina se consubstancia a lírica tradicional na elaboração de um repertório capaz de, ao mesmo tempo, superar todos os seus modelos no plano da dramaticidade e agradar a corte pelo resgate de uma poética reconhecidamente exemplar.

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Fonte:
Luiz Fernando de Moraes Barros: "E amor não tem saída: A velhice enamorada à luz de Gil Vicente “. (Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro como parte dos quesitos necessários para a obtenção do título de Doutor em Letras Vernáculas (Literatura Portuguesa). Orientador: Profa. Dra. Cleonice Berardinelli Co-orientador: Profa. Dra. Gilda Santos). Rio de Janeiro, 2009.

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