06/10/13

A Viuvinha, de José de Alencar

 Jose de Alencar - A Viuvinha
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Os livros estão em ordem alfabética: autor/título (coluna à esquerda) e título/autor (coluna à direita).

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Breve análise de "A Viuvinha", de José de Alencar
A alma do romance é bem simples: Jorge da Silva herda a fortuna de seu pai e vive por três anos uma vida dissoluta e destrói um patrimônio de duzentos contos de réis (guardada a devida proporção, seria como se uma pessoa, atualmente, gastasse no mesmo espaço de tempo a soma de duzentos mil reais), até que um dia descobre-se falido, endividado e totalmente pobre, isto é, desprovido de mínimos recursos (fato comunicado por seu tutor e amigo, o Sr. Almeida).

Para sua infelicidade maior, está de casamento marcado com a jovem e bela Carolina, menina de aproximadamente uns quinze anos, bela e faceira, olhos castanhos e expressivos ("A viuvinha" que nomeia o romance) para não manchar-lhe a honra, casa-se com ela, mas na noite de núpcias embebeda, com licor e algumas gotas de ópio, a jovem esposa e foge, com intuito de suicídio, pouco tempo depois é encontrado nas construções da Santa Casa de Misericórdia um cadáver desfigurado e com o seguinte bilhete dentro de uma carteira no bolso da sobrecasaca:

"Peço a quem achar o meu corpo o faça enterrar imediatamente, a fim de poupar à minha mulher e aos meus amigos esse horrível espetáculo. Para isso achará na minha cadeira o dinheiro que possuo.
Jorge da Silva
5 de setembro de 1844".

Por ser o cadáver, presumivelmente de um homem jovem, tudo indica tratar-se de Jorge. Então, nesse ponto, o romance dá um salto de cinco anos no tempo Nessa parte, podemos encontrar uma definição interessante de José de Alencar para "negociante", ou seja, o homem que tem por profissão gerir os seus próprios negócios.

A grande surpresa só é revelada no final da história, quando a viuvinha, que se tornara a sensação dos salões da época é cortejado por um homem desconhecido, Carlos Freeland, ou seja, o próprio Jorge da Silva que "regressara" da morte, pagara todas as suas dívidas, recuperando assim o bom nome da família. A emoção fica para o capítulo final (XVI) onde Jorge da Silva revela-se. Carolina, finalmente entrega-se à paixão pelo marido, D. Maria, mãe de Carolina, ao tomar conhecimento do fato sofre um desmaio ao ver o sogro "vivo", o casal muda-se para uma fazenda (não há referências sobre o nome) e se são felizes para sempre.

Este romance de Alencar, e sua principal personagem feminina, como muitos outras seguem a linha das atuais telenovelas. poderíamos também "classificar" a personagem Carlota como mais um dos perfis femininos de José de Alencar (Diva, Lucíola e Senhora) na linha clássica do Romantismo (1836— 1881)."

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Fonte:

José Martiniano de Alencar: "A Viuvinha". Introdução: Augusto de Sênior (Amauri Caruius Ferreira). 1ª edição: 1957.

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