12/09/15

Camafeus Romanos (Poesia), de Eugênio de Castro

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Eugênio de Castro: artesão de imagens

O SIMBOLISMO

Os “mistérios” da realidade não podem ser explicados pelo positivismo ou pelo materialismo: ela (a realidade) não é descrita, mas sugerida. A obra total (l’art pour l’art) deve resistir ao desenvolvimento da técnica. Como afirmou Walter Benjamin: “Os ritos de consagração com que a arte é celebrada são o contrapeso da dispersão que caracteriza a mercadoria”. O Simbolismo é, grosso modo, uma reação contra o objetivismo que conduziu a geração realista. O subjetivismo e a introspecção são imprescindíveis ao novo movimento literário iniciado em Portugal em 1890, com a obra Oaristo, de Eugênio de Castro.

O POETA

Eugênio de Castro é, predominantemente, um “artesão” de imagens. Na sua concepção, todas as impressões e todos os reflexos do universo e da própria vida podem ser transformados em Arte. Para ele, as imagens são vivas, podem sem vistas e sentidas ao mesmo tempo. Embora a tristeza e o pessimismo sejam observados nos seus sonetos e em outras poesias de características amorosas, logo são transformados em pérolas. Como afirmou um desconhecido: “Se sofre, não nos deixa ver crispações violentas, não nos deixa ouvir gritos estrangulados, nem gemidos arquejantes. Assistiremos antes a cortejos de imagens melancólicas de onde apenas se erguem suspiros musicais, acompanhados de atitudes e gestos majestosamente ou graciosamente escandidos. Não fará da lamentação individual, da desvendada confissão das lástimas e das fraquezas próprias o fim ou o interesse capital da sua arte”.

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Fonte:
Iba Mendes, 2001

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